domingo, 11 de setembro de 2011

' You left with no goodbye ...

... not a single word was said. '

Olá, caro leitor.
Não está me reconhecendo? Haha, não tem problema, não vou lhe culpar por isso. Fazem 3 meses (ou mais) que eu não dou as caras por aqui.

Tanta coisa mudou. Terminei minha faculdade, fui efetivado no meu emprego, comecei a passar mais tempo fora de casa do que dentro dela, e passei a ver mais o meu chefe e menos os meus amigos.

Você passa a dar mais valor ao pôr-do-sol, e ao vento que bate na sua cara, e a qualquer conversa fiada que você tenha com um desconhecido no ônibus ou no trem. Acho que de certa forma, você passa a dar mais valor à sua vida. Mas isso tudo é papo pra uma outra postagem e um outro poema.

Hoje a coisa gira em torno do ponto brilhante que está colado ali, naquela coisa grande e azul escura, lá em cima. E outras coisas mais.

Take your seat, please.

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"Por cima do ombro"

"Pois é, mais uma vez o sofá será
o fiel escudeiro de nossas verdades.
O sofá, o travesseiro, o sol e a lua
e as estrelas. Todos menos a metade.

A lua.

Eu olho para a lua e me pergunto
se você a enxerga da mesma maneira ...
Com os mesmos olhos, as mesmas memórias,
ou se você acha isso tudo uma besteira ...

Guardo todas as sensações ali
dentro das memórias, velhas e novas.
Afinal, a mente que trabalha vazia
está apenas cavando sua própria cova.

E a lua tem essa força de trazer
o inesperado àquele que espera,
assim como você, que traz mas
ao mesmo tempo também leva.

Igual ao tempo.
Mas o tempo passa.

E de repente, a lua está tão alta
que não posso mais alcançá-la."

Marcelo Piibur
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Eu estou enferrujado, e eu tenho ciência disso. Muitos versos eram versos perdidos no tempo, aos quais tentei dar algum sentido hoje.

Mas sentido é uma coisa que está em falta no mercado hoje em dia.

[Ouça Don't you remember, da Adele.]