quinta-feira, 25 de março de 2010

' A little too much in my hands ...


... When my hands are tied! '

Olá leitor/leitora!
Tudo certo com você?

Eu disse que ia vir com mais freqüência esse mês nesse blog, mas faculdade acaba com o nosso tempo. Parece que março não acaba nunca! Esse mês virou eterno, putamerda, não acaba nuunca! Isso é só comigo ou você está com a mesma impressão? oO"

Well, vamos ao que interessa. Um pedaço de "papel" virtual em branco à minha frente, e muito por trás do teclado.
Já repararam o quanto nós tornamos as coisas fáceis em coisas extremamente difíceis? É incrível! Andei pensando muito sobre muitas coisas ultimamente, e reparei que muitas delas, quando observadas com calma, com cuidado, são ridiculamente simples perto do monstro de sete-cabeças que nós criamos. Aquele assunto que você tanto quer resolver com alguém, aquela situação chata que se tenta evitar, aquela impressão que você tem certeza que não é a certa, isso tudo nos tira o sono quando queremos resolvê-las. Por que?
Imagine uma situação em que você toma, inicialmente, atitudes baseado apenas em impressões, no chute, e acaba causando um problema maior ainda! Você acha que está certo, e nada consegue te fazer pensar que está errado. Mas você está. Você tem seus "motivos", geralmente muito íntimos, para ter feito isso e continuar agindo assim, mas você está errado. Como fazer ficar certo? Pois, não vamos esquecer, você não sabe que está errado! Todo mundo sabe, mas você não. E aí?
Imagine uma outra situação. Você agora está do outro lado, você é uma das pessoas que sabe que está tudo errado, e quer tornar as coisas certas. Você tem tudo o que quer dizer na ponta da língua, tem todos os argumentos e contra-argumentos, a vontade de mudar isso, os motivos, mas fica preso no "Como começar?". Você não sabe como trazer o assunto à pauta, você não sabe como a pessoa pode reagir, mesmo que ela tenha lhe dado sinais de que esteja propícia à um final feliz. Você não sabe se, ao menos tem o direito de colocar a pessoa nessa situação, nessa posição de ouvir seus argumentos e obrigá-la a ao menos tentar entender a sua maneira de pensar, que só você entende. Você pensa que isso seria egoísmo, seria abusar da outra pessoa, pedir demais. Ainda mais quando não é a primeira vez que você quer, ou faz isso. Você pensa no depois, caso tudo dê errado, e se tortura com antecedencia, e sonha, sem ter limites, caso dê tudo certo. Daí, você se prende à este sonho, e acaba não tomando nenhuma atitude, até que você volta ao mundo real e se depara com os mesmos medos e incertezas e obstáculos e monstros de sete-cabeça, e cair de tão alto tão rápido, na maioria das vezes dói. E se você não convencer a pessoa de que a sua idéia é valida, e de que com ela tudo será melhor, o céu será mais azul, e o final feliz não está tão fora de moda assim?? E se dessa maneira, você se machucar mais ainda e terminar por se torturar mais, porque você poderia simplesmente ter deixado para lá, e seguido a sua vida, se virar sozinho para fazer com que a dor passe, e não ter envolvido aquela pessoa nesse turbilhão de sentimentos e pensamentos, preso dentro de você, que a cada dia quando você acorda, quer se libertar e por tudo no lugar??
Isso tudo soa muito confuso não é? Haha, pois é, quando a gente põe no papel o que temos na nossa mente, tudo fica tão complicado e tão absurdo, mas para nós isso faz tanto sentido quando está na nossa cabeça! E o engraçado é que tudo isso passa pela nossa cabeça em segundos, a única coisa que precisamos fazer é pensar naquela pessoa para que todo esse mundaréo de serás e porquês invada nossa cabeça.

Daí você se pergunta: "Tá, onde está então a simplicidade disso tudo? Cadê a coisa fácil que eu tornei difícil?"
Você pensou em milhares de formas de dar bom-dia para a pessoa no dia que você planeja resolver tudo, e em outras milhares de forma de puxar o assunto sem que a pessoa fique desconfortável, não pensou? Acho que você já deve estar começando a adivinhar onde quero chegar.
O ser humano não é dotado de super-poderes, nós não conseguimos ler mentes e prever o futuro, e é por essas e outras que nós somos dotados da capacidade de comunicação. É, tá na cara, não tem outro jeito mesmo, se você quer que a pessoa saiba o que você pensa, o que você quer, converse com ela! Simples assim! Uma conversa franca e sincera, objetiva, esclarecedora, pode te fazer durmir de noite como você não dormia há muito tempo. "Ah, mas pessoa não me dá uma chance de dizer nada, ela nunca parece estar bem para uma conversa, como vou sair puxando ela e botando ela numa situação chata e egoísta assim? Isso vai dar errado" ... Hm, é talvez dê mesmo, e se você não quer que dê errado, não puxe para conversar agora, vá devagar, passo a passo, deixe no ar a sua intenção, faça a pessoa perceber que uma hora ou outra vocês terão que sentar e resolver o que fazer com o elefante branco no meio da sala!
É isso que você tem que mostrar, você tem que fazer a pessoa parar de ignorar esse elefante, assim ela também irá querer resolver isso. As vezes não conseguimos fazer isso tudo sozinhos, e precisamos de que a pessoa colabore também, de que ela queira mudar o que for que esteja acontecendo. Já dizia antigamente "Quando um não quer, dois não brigam". Mas para poder parar de brigar, alguém tem que falar que não quer, se não a coisa se estende e se torna cada vez mais "confusa e complicada" (entra aspas, porque, como eu já disse, não é tão complicada assim).

Eu disse que andei pensando muito ultimamente. Isso tudo aí está muito confuso, complicado, talvez você tenha que ler mais de uma vez, pausadamente e pensando a cada frase para entender o que eu quero dizer,  mas nossa mente e nosso coração são confusos e complicados mesmo. Pensou que o coração ficava fora dessa? Não, ele é o mandante por trás disso tudo!
Se você está na primeira situação, reflita, reveja seus pensametos e conceitos e ideais e objetivos. Abra sua mente para outros pontos de vista, e dê chance às oportunidades que lhe surgem, abra os braços para as coisas boas, sem medo de acordar sorrindo, cantando, alegre e feliz! De vez enquando isso até faz bem, sabia? Hahaha.
Agora, se você está na segunda situação, HA, rema, mas rema bastante, porque a gente tá no mesmo barco! ><"

{É, nada de poesia hoje.}
[Ouça Beautiful World, do Carolina Liar.]

Eleonor L. Dolan uma vez escreveu:
"Para compreendermos o valor da âncora, necessitamos enfrentar uma tempestade."

2 comentários:

Anônimo disse...

Olha só, discordamos em dois pontos.
Primeiro: quando colocamos os pensamentos no papel as coisas ficam mais simples (muito mais), pq na cabeça e no coração tudo fica rodando, quando vc exterioriza o conteúdo toma forma e se ajusta em frases sintaxicamente compreensíveis.

Segundo: o negócio é chegar e falar "ow, e essa droga de elefante, vc não tá vendo não?", e não amaciar o interlocutor. Pô um elefante incomoda muita gente (no meio da sala então), rs.


Maria Lydia

Bia Almeida disse...

Olha só, faz tanto tempo que não venho aqui, porque realmente Março não tem fim! E procuro poesia e cadê? Num acho!E eu já esperando por versos profundos que confesso, leio mais de uma vez para entender!Hahaha! E me deparo com um sincera conversa com o leitor, e que coincidência ou não, eu precisava ler!!

Concordo que são duas situações difíceis, e o mais difícil ainda é quando você precisa fazer o outro enxergar e esse outro está cego! Ai sim complica...Então

Vamos remar muito querido, muito mesmo!

Adorei o texto! Beijooo!